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“ A justiça social é responsabilidade de todos nós, a luta por essa conquista deve ser incansável... “

Maria Zenith Andrade Brandão

instituição

A Santa Casa da Misericórdia de Moncorvo instituída no século XVI, é uma associação de fiéis, com personalidade jurídica canónica, cujo fim é a prática das Catorze Obras de Misericórdia, tanto corporais como espirituais. Tem também reconhecida a sua personalidade jurídica civil, com estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social, pelo que é considerada uma Entidade da Economia Social, nos termos da respetiva Lei de Bases, e natureza de Pessoa Coletiva de direito privado e utilidade pública.

Constituída por tempo indeterminado, exerce a sua ação no Município de Torre de Moncorvo, podendo igualmente estender a sua área de atuação aos municípios limítrofes, desde que aí não exista outra Misericórdia ou que, existindo, esta expressamente não se oponha.

história

A Irmandade da Misericórdia de Moncorvo foi instituída ainda na primeira metade do séc. XVI, em data ainda não determinada. Sabe-se pelas investigações que em 1552 a Igreja já estava construída e aí se rezava missa (seg. documento de 1567, depositado no Arquivo Distrital de Braga, e publicado por Carlos D’ Abreu em “As Igrejas da vila de Torre de Moncorvo com estatuto de Matriz (séculos XIII-XVIII)”, in: Douro. Estudos & Documentos , vol. 4, n.º 8, pp. 104-105). Sabe-se também que os instituidores desta irmandade foram João Álvares Pereira e a sua primeira mulher Isabel Nunes de Meireles, ele natural de Bragança (referido nomeadamente em: Felgueiras Gayo – Nobiliário das Famílias de Portugal, no tit. Dos Pimentéis; assim como por Francisco Manuel Alves – Memórias Arqueológico Históricas do Distrito de Bragança, tomo VI, p. 14 e 323). Seria interessante encontrar o documento de instituição que deverá estar (se ainda existir) ou em Braga ou Bragança.

Sabe-se também pelo processo da inquisição em que é acusado Vasco Pires, em 1560, que este frequentava a Igreja da Misericórdia (António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães – Os Isidros. A Epopeia de uma família de Cristãos-Novos de Torre de Moncorvo, Lema d’ Origem, pp. 17-18) ou que Francisco Borges, genro dos instituidores foi aqui sepultado em 1559 (Cf. Felgueiras Gayo, acima citado).
A testemunhar a antiguidade desta instituição deve-se realçar a Igreja da Misericórdia, um templo que se enquadra perfeitamente no estilo renascença da época, de que é jóia particular o púlpito, que actualmente se guarda no seu interior.

Existem ainda várias outras referências ao longo do séc. XVI, XVII e XVIII, nomeadamente em livros de testamentos, actas da Câmara, livros de propriedades (possuía algumas propriedades no vale da Vilariça) ou em outros documentos manuscritos ou impressos.
Segundo Francisco Manuel Alves, no artigo “Moncorvo, subsídios para a sua história….”, publicado na Illustração Transmontana, 1908-1910, refere explicitamente que a instituição Santa Casa da Misericórdia de Moncorvo, se dá em 28 de Agosto de 1865, por decreto régio, data em que foram igualmente aprovados os seus estatutos. Esta nova instituição resulta da fusão da Irmandade da Misericórdia com o Hospital Real do Espírito Santo, também de Moncorvo, localizado na actual R. Visconde de Vila Maior, cuja fundação também remonta, pelo menos, ao reinado de D. Manuel.

missão & valores

A Santa Casa da Misericórdia de Moncorvo tem por missão satisfazer e dar resposta às necessidades dos cidadãos, na área social e da saúde, agindo em complementaridade e harmonia com as políticas e orientações do poder instituído, e princípios da doutrina e moral cristã.

Para levar a cabo a sua missão a SCMM rege-se pelos seguintes valores:

Solidariedade e responsabilidade social,

Respeito pelos direitos e dignidade humana;

Trabalho em equipa/ rede, cooperação e entre-ajuda entre os actores envolvidos;

Equidade e imparcialidade no tratamento de utentes/clientes, familiares e/ou cuidadores, parceiros,
colaboradores e fornecedores;

Honestidade, integridade e transparência de procedimentos e processos organizacionais;

Ética e profissionalismo na sua ação.

orgãos sociais

São Corpos Gerentes da Santa Casa da Misericórdia a Assembleia Geral, a Mesa Administrativa e o Conselho Fiscal.

ORGANOGRAMA FUNCIONAL

mensagem do provedor

A Santa Casa da Misericórdia de Moncorvo tem, ao longo de mais de um século de existência, desenvolvido uma acção permanente de apoio e solidariedade junto da comunidade de Torre de Moncorvo. É uma das mais antigas e prestigiadas instituições do nosso Concelho, disponibilizando um vasto conjunto de respostas nas áreas social e da saúde.

Num mundo diferente e com outras exigências, o humanismo e a solidariedade mantêm-se como valores estruturais desta Irmandade. Nos últimos tempos, é inegável a forma como a instituição viu aumentado o seu papel de intervenção social no concelho. Hoje, a Santa Casa tem um papel essencial na sociedade local ao colocar a sua reconhecida experiência ao serviço de novos tempos, novas causas e cada vez mais pessoas.

O trabalho que nos propomos desenvolver assenta numa forte determinação em continuar a honrar o passado da instituição, consolidando o trabalho já desenvolvido, mas também lançar novos projetos em áreas estratégicas que nos devem mobilizar a todos pelo seu impacto social e serviço de proximidade. Estamos motivados a ajudar a mudar o paradigma do envelhecimento, com programas inovadores e promoção do trabalho em rede e a prosseguir o pioneirismo da instituição em áreas como o sector da saúde, da infância e dos cuidados aos mais idosos.

Estamos, igualmente, empenhados na construção de uma Irmandade cada vez mais participante e identificada com a instituição, onde terão assento aqueles que servem a instituição desde há largos anos, mas também outros dos quais estamos dispostos a receber o seu importante contributo.

Numa época em que muito se apela à consciência social e estando perante um novo ciclo institucional e o emergir de uma nova geração de políticas no setor, assumo em meu nome pessoal e dos corpos gerentes da instituição a nossa determinação e forte convicção em honrar o legado e continuar a cumprir as Obras de Misericórdia.

Um abraço fraterno,

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